terça-feira, 13 de outubro de 2015

As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky



Se você, assim como eu, primeiro viu o filme "As Vantagens de Ser Invisível" para depois ler o romance que originou o longa, vai se surpreender com a nova forma de narrativa. Nas páginas literárias, a história é contata por intermédio de cartas de Charlie para uma amigo indefinido. Mas para você que ainda não conhece a história de Charlie, vou te conceituar.

Charlie é um adolescente com poucos amigos, que sente muita falta da sua tia Helen, que já faleceu. Mas o conceito muda, quando ele conhece Patrick e Sam, os meio-irmãos que apresentam toda a diversão da adolescência para o personagem principal, ao mesmo tempo que o drama de uma vida adulta tão próxima.

Sempre achei que o ensino médio é um dos momentos mais ricos de ser explorado em histórias. Essa é a época de descobertas, das primeiras vezes e o mais importante: é a linha tênue entre o ser jovem e o ser adulto. E acredito que em meio a toda a imaturidade, os jovens sabem que precisam aproveitar esse período, para que ele os nutre de boas lembranças e ajude na tal vida adulta.




Mas voltando ao livro. Sam faz o coração de Charlie bater mais rápido. Já Patrick vê em Charlie, um ombro amigo para se recuperar do fim de uma paixão, com um dos meninos mais populares da escola. Em meio a entorpecentes, muita música, transtornos psicológicos, diversos tipos e tentativas de relacionamento e a descoberta da liberdade, a história de três adolescentes é contata. Sem dúvida a maior surpresa seja uma espécie de segredo que envolve a tia Helen.

Leitura rápida, com 224. O livro tem um começo um pouco arrastando, mas logo você se envolve na trama. O romance de 2007 é o primeiro de Stephen Chbosky, aliás, fique a vontade para nos trazer mais romances, tá? Já a adaptação para o cinema aconteceu em 2012, estrelado por Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller.

Ah, se no final ainda quiser saber para quem eram as cartas de Charlie. Não importa. Vai ver que era para mim ou para você!






"Tem uma coisa que eu quero dizer sobre o túnel que leva ao centro da cidade. Ele é glorioso à noite. Simplesmente glorioso. Você começa de um lado da montanha, e é escuro, e o rádio só tem estática. Quando entra no túnel, o vento o suga para fora e você vê as luzes acima com os olhos. Quando se acostuma com as luzes, você pode ver o outro lado a distância à medida que o som do rádio vai desaparecendo, porque as ondas não conseguem alcançá-lo. Depois você está no meio do túnel e tudo se transforma em um sonho tranquilo. À medida que vê a saída se aproximando, sabe que não pode chegar lá rápido o bastante. E finalmente bem quando acha que nunca sairá de lá, vê a saída bem diante de você. E o rádio volta a ficar mais barulhento. E o vento está à espera. E você voa do túnel a ponte. E lá está. A cidade. Um milhão de luzes e prédios, e tudo parece tão empolgante como da primeira vez que você a viu. É uma chegada realmente fantástica."