sábado, 30 de maio de 2015

Partiu intercâmbio?

Não é fácil tomar a decisão de passar um tempo fora do país. Principalmente para quem é superapegado à família, à cama, ao café da manhã prontinho na mesa todos os dias. Comigo não foi diferente. A vontade de conhecer uma cultura nova e “me” experimentar vivendo por conta em outro país sempre existiu. Só faltava aquele empurrãozinho e um bom planejamento financeiro.

E esse momento decisivo chegou no comecinho de 2014. A chegada de um novo ano sempre renova nossos sonhos e, com o incentivo de uma amiga, decidi que era a hora de investir nessa ideia que sempre martelava na cabeça. Sabendo que ela iria junto, fiquei mais tranquila. Afinal, era a minha primeira viagem internacional e seria muito melhor dividir as inseguranças e alegrias de cada descoberta com alguém. Ainda mais com uma amiga de tão longa data (18 anos já pode ser considerado um tempo razoável para se nomear uma amizade de “pra vida toda”, né?). E lá fomos nós peregrinar por agências de viagem em busca do pacote ideal. A intenção era se divertir muito, mas também aproveitar a carona para trazer um certificado de inglês na mala.

O destino teve a ver com apenas um ponto (essencial para nós): ser perto de Nova York, essa cidade maravilinda que a gente sonha com cada comédia romântica que passa na TV. A terrinha de Carrie Bradshaw e de Holly Golightly. Mas, divar nos EUA tem lá seu preço. Ainda mais na city mais badalada de todas. Sendo assim, optamos por ficar as três semaninhas que tínhamos de férias na quase tão conhecida Boston. E sabíamos que seria osso duro de roer. Que o frio era tenso. Que ficaríamos em casa de família. Que acordaríamos às seis horas da matina para ir pra escola de inglês. E o pior: estávamos de férias. Mas também sabíamos que faríamos amigos, que falaríamos muito “portuglês” e que, fosse como fosse, seria incrível.

Com um kit de frio abastecido com jaqueta especial para neve, meias de lã, blusas e calças térmicas, chegamos ao Logan International Airport no dia 01 de março. Abrindo a porta de saída do aeroporto em busca de um táxi, a dura realidade se apresentava para nós: o frio.

E não era a friaca curitibana a que estamos acostumados. Era neve, minha gente! Mas neve do que o filme inteiro do Frozen. Água congelada que embranquecia a paisagem de um forma que ficamos emocionadas e desesperadas, ao mesmo tempo.

A casa da nossa host Family não ficava bem no centro de Boston, mas em Winthrope, uma espécie de cidadezinha praiana que, na prática, era uma região metropolitana da capital de Massachusetts.  Coisa mais linda! (tirando o vento mortal que queimava nossos rostos e nos fazia chacoalhar os ossinhos).



Vivendo (de verdade) em Boston

Aprendemos a nos virar. Eu, que nunca tinha andado pra valer de metro, vi que, pelo menos em Boston, é o transporte mais prático, seguro e efetivo que existe. Chega no horário, sai no horário. É quentinho e fácil de se localizar.

Nossa linha para chegar na escola era a azul. Pegávamos apenas um ônibus para chegar até a estação de metrô. Descíamos bem pertinho da escola, na State Street. E dali para descobrir a cidade depois das aulas, era um pulinho.






















Bostonland

Boston é uma daquelas cidades que você se pergunta se realmente existe. É recheada de construções históricas que dão a ela um ar extremamente charmoso. Nossa escola (que por sinal, chama-se EC), ficava rodeada por pontos bem conhecidos, como o Quincy Market, um mercadão gastronômico imenso, com algumas barracas de artigos locais para animar os turistas, e o Fanueil Hall, repleto de artigos turísticos para contentar todo mundo que precisa ser ”lembrado” em viagens como a nossa.



Explorando os arredores a gente viu muitos prédios modernos também e várias construções saindo do forno, revelando que a cidade, apesar de pequena, ainda tem espaço para crescer muito. Nossa meta era, todos os dias, andar e conhecer o máximo que pudéssemos. E com uma semana e meia de intercâmbio havíamos passado por toda Boston e conquistado muito mais do que havíamos imaginado.

Hoje fico por aqui, mas na semana que vem trago algumas dicas sobre os melhores lugares para fazer compras e saborear boa gastronomia em Boston







See you!
Camila Alessio