segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dicas de escritores!



A Editora Lumos resolveu fazer uma retrospectiva das melhores dicas dos seus autores, para leitores e futuros escritores, no blog da editora. Fiquem, então, com o melhor de André J. Gomes, autor de Cartas de amor a toda gente; Patrícia Rati, autora de Um cão cigano e outros pequenos contos; Nelson Ferreira Fontoura, autor de Um experimento chamado homem; e Rebbeca Raven, autora de Quando os meninos crescem.


“Jogue as ideias no papel, compulsivamente, pois elas se perdem. Lapide depois.” (Nelson Ferreira Fontoura)

“Separe um tempo do seu dia para ler. Todos os dias. É tão importante quanto dormir, comer, se exercitar. Deve fazer parte da sua rotina.” (Patrícia Rati)

“Na literatura, como em todas as áreas, uma dedicação canina nos dá no mínimo a sensação de que estamos tentando honestamente. E a vida é isso mesmo, né? É o conjunto das nossas tentativas honestas.” (André J. Gomes)

“Escrever pode, muitas vezes, ser doloroso e solitário. Para mim, escrever é necessário, como viver. O prazer de escrever vem só depois que você consegue ver a história desenhada na ponta dos dedos.” (Rebbeca Raven)

“Um autor deve olhar o todo, no mundo e em si próprio. São elementos que trazem autenticidade ao texto.” (Nelson Ferreira Fontoura)

“Nada mais inspirador que o silêncio.” (Patrícia Rati)

“Escrever vem dessa aventura de todo dia e de olhar o que acontece aqui e ali. Sigo observando a vida. Olho, ouço, anoto e tento dividir honestamente o que passa aqui dentro com quem está por perto.” (André J. Gomes)

“Escrever é se expor, estar aberto a tudo que puder acrescentar no processo de escrita. Escreva, pois é uma autodescoberta incrível e corajosa de se fazer.” (Rebbeca Raven)

“Cultivo três olhares: um para dentro; outro para fora; mas, principalmente, procuro olhar de fora, me esforçando para remover os filtros da cultura. Inspira-me o mundo, e, em especial, as pessoas, em como são iguais, ao mesmo tempo em que são diferentes.” (Nelson Ferreira Fontoura)

“Eu sou um sujeito que tem saudade. Sinto saudade de tudo, sobretudo do que eu ainda nem vivi. Então, escrevo sempre. Anoto minhas lembranças, rabisco saudosismos, faço listas de alegrias antigas, índices de velhas imagens, sumários de planos. Eu anoto. Em qualquer lugar, a qualquer tempo, tomo nota. Lembro da minha casa da infância, das frases do meu filho, de uma tia divertida, das vozes das minhas avós, e anoto. Uma palavra aqui, outra ali, uma frase pequenina acolá. Escrevo nos blocos de nota do celular, em pedacinhos de papel, no computador e onde mais eu puder. Depois, horas ou dias depois, procuro essas anotações e tento juntá-las numa escrita mais longa, a partir de um tema específico. O amor, os amantes, os encontros, a solidão, a esperança, o medo, a alegria e esses sentimentos que, de alguma forma, estão sempre associados à saudade.” (André J. Gomes)