quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Indispensáveis - Machado de Assis!


Hoje, revirando meu arquivo de milhares de papéis, encontrei uma pequena revista "Indispensáveis - Literatura Brasileira", acredito que a Fnac a publicou em 2013 ou 2012, mas pela minha pesquisa não há nenhum registro dela na Internet. 

Mas, o que importa mesmo é que nela tem um resumo sobre renomados autores brasileiros, e ainda, um pouquinho sobre suas obras.

Sendo assim, o Estranho ao Meu Modo se sentiu no dever de passar as informações para cá, para que todos tenham acesso! Então vamos lá, Começando pelo mestre Machado de Assis!





Joaquim Maria Machado de Assis, o "bruxo do Cosme Velho", foi um escritor à frente de seu tempo. No Rio de Janeiro do século XIX em que vivia, poucos eram tão agudos observadores da sociedade e de seus costumes como ele. Mulato e pobre, começou a trabalhar muito cedo, vendendo nas ruas os doces de tabuleiro que sua madrasta fazia, em vez de frequentar as escolas públicas.

Também não ingressou em uma universidade - todo o seu conhecimento foi adquirido de forma autodidata. Em vez de lamentar sua condição social, Machado travou conhecimento com o mundo intelectual da época, enquanto escrevia versos para revistas literárias.

Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um Sargento de Milícias, incentivou e ajudou como pôde o jovem escritor, em que via um enorme potencial. Machado também se tornou amigo de José Alencar e os seus primeiros livros, Ressurreição e A Mão e a Luva carregavam ainda uma leve influência do romantismo, embora já mostrassem características marcantes do autor, como sua famosa ironia e a crítica social.

Sua carreira deslanchou com Memórias Póstumas de Brás Cubas, livro que rompia com tudo o que tinha sido escrito até então no Brasil. O autor, um defunto cínico, contava os detalhes de sua vida de maneira jacosa, com uma liberdade de estilo que perturbou os críticos da época.

Escreveu também Dom Casmurro, uma das obras mais discutidas da literatura brasileira, Quincas Borba e Esaú e Jacó, entre tantos outros que marcaram a literatura brasileira para sempre.


Gostou? Então fique atento os próximos serão Clarice Lispector (que mesmo não sendo brasileira entrou na seleção), Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado e Graciliano Ramos.