terça-feira, 8 de abril de 2014

CONTA MAIS!



Depois de um tempo fora o "CONTA MAIS!" voltou! E a entrevista da vez é com o Biel Machado, com 26 anos ele é meio palhaço meio fotógrafo, e encanta com suas lindas imagens.

Formado em artes cênicas migrou para a fotografia há cerca de quatro anos e atualmente criou uma série de fotos intitulada como VARAL.

Conheça mais sobre o artista e seu trabalho com o bate-papo abaixo!





Como surgiu a ideia de criar o projeto VARAL?
Tava ouvindo Beatles, especificamente All you need is love e bastante feliz e amável no momento, rsrs... saí na varanda e comecei a brincar com os pregadores e escrevi LOVE e fotografei, postei no facebook, recebi muitas respostas positivas e compartilhamentos que não imaginava tantas respostas.
No outro dia não era All you need is love que me guiava e sim uma sensação de solidão, por isso, fotografei um pregador sozinho. Tive outras tantas respostas também e resolvi começar a série, que intitulei VARAL. Um projeto autoral de um diário imagético partindo de intervenções de pregadores criando palavras, imagens, pequenas poesias referentes aos meus dias, sensações e vontades.




Há quanto tempo você é fotógrafo?
Há quatro anos, mas focado mesmo em documental, espetáculos e ensaios há três anos.

Como começou a gostar de fotografia? Qual foi sua primeira câmera?
Comecei a gostar de fotografia por dois motivos: ex-namorada e pelo meu trabalho com audiovisual. Minha primeira câmera foi uma Pentax Spotmatic.

E se você pudesse escolher qualquer pessoa para fotografar, quem seria? Por quê?
O Maradona! Porque ele é autêntico, polêmico, eu gosto dele!





O que você tem de estranho ao seu modo?
Nossa, rsrs! Sempre que viajo de ônibus, fico imaginando o que as pessoas estão pensando. Isso é frequente em ônibus porque é um lugar onde não há o que fazer.

Se a sua casa estivesse pegando fogo e você só pudesse salvar uma coisa, o que seria? 
O pote de café, rsrs.

Quais são suas referências na fotografia?
Gosto muito do Mario Cravo Neto, Eikoh Hosoe, Sergio Larrain, Albert Watson e claro que Bresson, Brassai, Salgado, Capa... tudo entra na lista. Ela é muito grande! É muita gente boa para ver e quando a gente está engatinhando (como um bebê), a gente é curioso, então pega essas figuras e coloca na frente e é sempre um UAU.





Se você não fosse fotógrafo, qual profissão seguiria?
Acredito que continuaria sendo palhaço, ou físico, ou fabricaria chocolates.

Palhaço? Me conte mais sobre isso!
Eu fui "jogado" na história das artes cênicas através do palhaço, comecei por aí, com malabares, teatro de rua e apresentações como palhaço em hospitais. E aos poucos fui entendendo que a fotografia e o vídeo tinham me atravessado, ai fui deixando de lado o palhaço.

Indique um filme e um livro para os leitores do blog.
Crianças Invisíveis são sete curtas sobre crianças em diversos lugares do mundo, foi um choque muito bom que tomei. E Sagarana! Porque Guimarães é um mestre e no livro estão os contos que me fazem enxergar meu estado de um outro jeito.
Poderia citar Grande Sertão: Veredas também, mas acho que os contos do Sagarana são bons pra ler naquela sentada de fim de tarde em algum lugar bonito.