sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Nas telonas: "A menina que roubava livros"!



E finalmente a adaptação "A Menina que Roubava Livros"chega às telonas, para o delírio dos leitores. É claro, sempre haverá a rixa de o livro ser melhor que o filme (e poucas vezes ao contrário), mas não acho que os dois nasceram para disputar espaço, então não sou me apegar a isso. 

O que achei do filme? Fantástico, a essência da história continua inalterada. A atriz Sophie Nélise desempenhou o papel de Liesel muitíssimo bem, e Geoffrey Rush foi tão encantador quanto é Hans Hubermann.

Assim como no livro, quem conta a história é a morte, e gostei de como isso ficou implícito, sem o narrador precisar se apresentar como: Eu sou a morte. Minha única decepção, eu sempre imaginei a morte como uma mulher, principalmente durante a leitura, e no longa há uma voz masculina.



O período conturbado da Segunda Guerra Mundial é abordado durante todo o filme, mas sem precisar de explicações dos personagens. A guerra está presente no (maravilhoso) cenário com bandeiras do partido nazista, no livro Mein Kampf, que o judeu Max trazia consigo, com seus documentos falsos, ou na raiva que Liesel e Rudy sentem de Hitler, e a gritam quando não há ninguém por perto. 

As palavras norteiam a trama, é por elas que a menina vive e sobrevive, e essa constatação é apaixonante. Max explica a Liesel que há vida nas palavras, e que são elas que nos diferem de um monte de argila, por exemplo. Me parece tão certo falar sobre as palavras e a comunicação, em meio a Alemanha Nazista.


Uma dica: Vejam o filme e leiam a publicação, na ordem que acharem melhor, ambos valem, e muito, a pena.