sexta-feira, 21 de junho de 2013

CONTA MAIS!


Hoje o CONTA MAIS! tem a presença do fotógrafo Vinicius Grosbelli, 34 anos. Ele se formou em Publicidade e Propaganda, pela Unicuritiba em 2007. É casado com a também fotógrafa, Melanie d'Haese, assim eles vivem uma vida de amor e clicks. Acompanhe a entrevista e suas belas fotos abaixo, e no final ainda tem um vídeo do casamento feito por  Johann Stollmeier.



Como começou seu interesse por fotografia?
Basicamente não me lembro muito bem de quando se deu início ao meu encanto pela fotografia. Mas, ter encontrado a Mel (esposa) , foi o catalizador dessa minha transformação. Ela me tornou o fotografo que sou hoje. Posso dizer que é uma paixão que não para de crescer. Viver da fotografia hoje é uma das mais belas percepções de que o que vale mesmo é fazer o que se ama. Dedicar-se ao que se gosta e ainda poder trabalhar com isso é uma rara oportunidade. Sou grato por isso. 

Você é casado com uma fotógrafa, a Melanie d'Haese, como é essa relação de ser um casal apaixonado por fotografia?
É algo que é até difícil de explicar. Estamos sempre juntos, sempre buscando referências, trabalhando juntos, crescendo e desenvolvendo nossos olhares. Temos nossos trabalhos bem direcionados e isso é baseado na confiança e na segurança que sentimos um com o outro. Mas também não somos aquele casal bitolado que só sabe falar de fotografia. Mas como falei anteriormente, usamos e buscamos sempre conhecer inúmeras referências para que nosso trabalho se complete cada vez mais.


Foto: Sandra Hyczy



Quais são os fotógrafos que você usa como referência?
Não seria capaz de dizer que existe um fotógrafo que me inspira, afinal, sempre estou fuçando pra achar alguma coisa nova, ou que seja legal e que vale a pena ser visto.  Alias, acredito acima de tudo que todo tipo de arte visual pode e deve servir como referência para um fotógrafo construir sua linguagem, seu caminho... Claro que existem fotógrafos que são ícones e que merecem uma atenção como Sebastião Salgado, Cartier-Bresson, Annie Leibovitz, Bob Gruen entre tantos outros ótimos fotógrafos que tem por aí.

Se pudesse escolher qualquer pessoa para fotografar, quem escolheria? Por quê?
Olha, como meu trabalho ultimamente tem sido voltado para a fotografia de shows, nesse momento eu diria que adoraria poder fotografar o show de uma banda que gosto desde que surgiu, acompanhei, fui em show, enfim... Pearl Jam. 

Conte um pouco sobre exposições e concursos que você já participou. 
Eu tenho poucas experiências com relação a concursos e exposições. Tive a felicidade de ser selecionado com duas fotos na exposição “40 Clicks da Virada” organizado pela Fundação Cultural de Curitiba, em virtude da Virada Cultural de 2011. Depois fui selecionado pelo edital das Livrarias Curitiba em 2012, e aí tive a chance de ter uma exposição individual nas Livrarias Curitiba do Shopping Estação. Essa mesma exposição, ampliada fui exposta no La Rauxa Café. E também ganhei o concurso fotográfico do I Festival de Balonismo de Joinville. E espero que venha muito mais por aí.



Qual foi seu primeiro equipamento, e qual te acompanha nos dias atuais?
Eu comecei com uma Canon SX20is, pra ver se pegava gosto pela coisa, depois passei pra máquinas de verdade. Uma Nikon D80, depois uma Nikon D90 e agora estou usando uma Nikon D600, que tem me deixado muito feliz. Com relação à lentes, tenho uma 50mm, uma 24-70 e uma 70-200. 

Você e a Melanie são os donos do blog Tudo o que você ou(vê). Como é aceitação do público? É uma forma de divulgar seus trabalhos fotográficos também?
No começo do blog, acabamos testando algumas possibilidades. Sempre que fazíamos alguma viagem, postávamos as fotos, tínhamos mais colunas. Hoje em dia, o blog acaba sendo alimentado basicamente por entrevistas (músicos, fotógrafos, artistas em geral) e coberturas fotográficas de shows. O que estamos buscando nesse momento para o blog são maneiras de aumentar seu público e claro, aumentar o volume de informações nele. Sempre com o cuidado de manter a qualidade do conteúdo. O legal é que agora começamos a ter uma repercussão do Blog até mesmo fora de Curitiba, e isso nos deixa muito feliz. 

No blog a maioria das fotos de show são suas, você gosta dessa forma de juntar foto e música?
Eu sempre tive muito ligado a musica na minha vida. Meu pai sempre ouvia muita música. Eu cresci ouvindo música. Então, é natural estar sempre tentando ligar o que faço com a música. Já fui produtor de uma banda curitibana, então, sempre busquei estar envolvido com isso. Aí naturalmente os posts sobre shows acabam predominando. Eu gosto e me sinto muito bem fazendo esse tipo de trabalho.



O que você tem de estranho ao seu modo? 
A Mel diz que sou estranho porque chupo laranja com sal. Mas pra mim isso é meio normal, Acho que essa coisa estranha é dela, não minha. Nem sei se vai valer a resposta!  

Se você soubesse que é a sua última refeição, o que comeria? Quem te faria companhia? E o que ouviria?
Seria algo no estilo da Santa Ceia... Ia reunir minha família toda, Mel, pai, mãe, irmãs cunhados, sogros e os dogs . Acho que poderia ser um bom churrasco, mas como tem vegetariano na família, teria que ter algumas outras coisas também. Ah e com relação à trilha sonora, eu ia fazer uma listinha de umas músicas bem legais...

Se a sua casa estivesse pegando fogo, e você só pudesse salvar uma coisa, o que salvaria?
Acho que salvaria a vontade de fazer tudo de novo! Construir tudo novamente, força de vontade para recomeçar. 



Qual é o seu sonho dentro da fotografia?
O que eu quero, é ser reconhecido pelo meu trabalho. Pela consistência do que faço, seja na área de shows, que tenho me especializado, quanto o lado mais profissional que temos (eu e a Melanie) no Photo FineArt. Ter uma estabilidade financeira para de fato conseguir viver da fotografia e me dedicar exclusivamente a ela.

O que não pode faltar em sua bolsa de equipamento?
Além da minha câmera, bateria e cartão de memória! Muita inspiração é claro.

Qual é sua foto predileta, por quê? 
Tem uma foto que é especial, nem sei se seria a predileta. Mas sem dúvidas ela é especial. Ela foi uma das selecionadas para a exposição “40 Clicks da Virada”. 



Indique um filme e um livro para os leitores do blog.
Tem um filme argentino chamado Medianeras que é simplesmente lindo. Uma fotografia sensacional, que vale muito a pena assistir. (esse é o link para ao trailer oficial.
Agora um bom livro que vale a pena ser lido é Código da Vida do jurista Saulo Ramos. Que faleceu recentemente. O livro conta uma história verídica que viveu como advogado e entremeia com sua biografia, desde sua infância em Brodowiski até virar Consultor Geral da República e um dos mentores de nossa Constituição. 


Qual foi sua melhor viagem, e qual lugar gostaria de conhecer?
A melhor viagem sem dúvidas foi minha lua de mel com a Mel para o Uruguai. Foi incrível ir de carro, parar e fotografar onde dava vontade. Fazer almoço na beira da estrada, enfim, foi realmente especial. 
Tem um lugar que eu quero conhecer, que é Seattle. Berço de algumas das maiores bandas que eu já ouvi. Enfim, talvez seja realmente legal estar por lá.