segunda-feira, 13 de maio de 2013

CONTA MAIS!


Hoje o blog vai mostrar um pouco da história da fotógrafa e antropóloga, Joseane Zanchi Daher. Formada no Tecnólogo em Processamento de Dados, e Mestre em Antropologia Social e Visual, Joseane é coordenadora da pós graduação da UP e vai participar do nosso quadro e contar mais!

Quando e como começou seu interesse pela fotografia?
Aos 11 anos de idade, ganhei de meu pai, minha primeira câmera fotográfica, uma Olympus Trip 35, e iniciei minha viagem ao mundo das imagens.

Qual é sua inspiração e referência dentro da fotografia?
Inúmeras! Para citar poucos, desde um ícone da fotografia, Henri Cartier-Bresson, ao João Urban, Valdir Cruz, Sebastião Salgado, Mário Cravo Neto, Maureen Bisilliat, Cláudia Andujar,  Pedro Martinelli, Cristiano Mascaro, a Horst. P. Horst,  Patrick Demarchelier, e  muitos dos fotógrafos que já passaram pela agência Magnum, como alguns já citados aqui, e outros que ainda permanecem. Também, Eugene Atget, Doisneau, Winogrand, e por aí afora.


E se não fosse fotógrafa, qual seria sua profissão?
Talvez arquiteta, ou bióloga, ou seja, dois campos muito distintos. Melhor ser fotógrafa mesmo.



Como é coordenar a pós graduação Fotografia e Imagem em Movimento? 
O curso de pós graduação Fotografia e Imagem em Movimento foi idealizado por mim, em 2009, a convite do Instituto IDD, no IEP – Instituto de Engenharia do Paraná.  Uma primeira edição do curso aconteceu naquela instituição. Durante aquele período, fui convidada a lança-lo na Universidade Positivo, por meio da coordenação do departamento de design, enquanto ministrava aulas de fotografia para os cursos de design de produto. Em 2011, iniciei a 2ª edição do curso, já na Universidade Positivo. No final de 2013 estaremos lançando a 4ª edição do curso, iniciando em 2014.



Quais são as matérias abordadas no curso? 
São disciplinas que abordam os campos teórico, prático, artístico e  conceitual das imagens. O corpo docente é constituído de profissionais da mais alta competência, tanto acadêmica quanto de mercado, vindos de instituições brasileiras de alto nível como UNICAMP, UFF, UFRJ, USP, FAAP, IMS, dentre outras, assim como, de estúdios  e meios fotográficos e  jornalísticos muito conceituados do país, como os estúdios de splash de  Tony Genérico ( SP), Blog Viajologia/ Época de Haroldo Castro (RJ), Clicio Barroso, Leopoldo Plentz, Zig Koch, João Urban, Cia de Foto, dentre muitos.

Como é ensinar fotografia? 
Ensinar fotografia é o mesmo que ensinar outras disciplinas, é a construção do pensamento por meio de uma linguagem, no nosso caso, a imagética. A diferença, é que a fotografia ainda é  muito nova na academia. Esse fator é essencial para ousarmos nas pesquisas e seus resultados, pois fazemos parte de um grupo ainda pequeno, mas em desenvolvimento constante. 

Para quais pessoas você indica o curso?
O curso visa formar novos profissionais e especializar indivíduos que já trabalham no campo das imagens, para competir e ingressar no mercado de trabalho, além de formar novos pesquisadores.
Então, Fotógrafos profissionais, graduados em cursos de Comunicação Social, Design, Arquitetura, Ciências Sociais e demais áreas que utilizem a imagem como linguagem e ferramenta, estudantes de Graduação e demais interessados, são todos bem-vindos.

O que você tem de estranho ao seu modo?
Gosto de me sentir estrangeira, do anonimato de uma metrópole, ao mesmo tempo em que gosto do aconchego de um lugar menor, do interior. Pode parecer um paradoxo, mas esse é o meu jeito estranho de ser.

Se pudesse escolher qualquer pessoa para fotografar, quem escolheria?
Tive o grande prazer e honra de fotografar Nelson Mandela, na Assembleia Geral na ONU, assim que saiu da prisão, e esse é um dos momentos mais caros de minha trajetória. Se pudesse, gostaria de ter fotografado Oscar Niemeyer.



O que não pode faltar na sua bolsa?
Batom, e na minha bolsa de equipamento também.

Você já trabalhou como fotojornalista na Associated Press, como foi essa experiência?
Gratificante. Comecei a vender imagens ao departamento de assuntos internacionais da AP, realizadas na ONU de eventos relacionados com a América Latina e Central, como Gabriel Garcia Marques, os presidentes ( na época) Collor de Mello, Sarney,  e em outros locais, como Burle Marx no Museu de Arte Moderna de New York. Muito rápido, produzi um portfólio bem denso e me ofereci para  trabalhar para eles. Então, a editora me enviou ao departamento de assuntos domésticos, e passei a fazer parte do grupo de ‘stringers’ da AP. Trabalhava na área de New York ( Manhattan, Brooklyn, Queens), cobrindo os mais variados assuntos, como conferencia de imprensa da Copa do Mundo, funeral de Jackie Onassis, exposições de arte nos museus, políticos como os prefeitos e governadores de NY ( Mayor Koch,  Mayor Rudolph Giulliani, Gov. Cuomo).



Qual é o seu sonho dentro da fotografia?
Continuar fotografando. Uma colega, Karin van der Broocke, quem encontrei ocasionalmente, esta semana,  nas ruas da cidade, me disse que, quer morrer clicando, e levantou a mão para alto, fingindo ter uma câmera, e dando um click. Achei muito legal e me identifiquei. Não seria um último suspiro, mas um último click.

Qual é o seu pior defeito e sua melhor qualidade?
Nossa, acho que não saberia responder...eu e minha analista estamos há anos tentando descobrir.

Indique um filme e um livro para os leitores do blog.
Adoro a câmera dos filmes O Escafandro e a Borboleta e Barton Fink, a fotografia do filme Moça com Brinco de Pérola, e a história, música e os protagonistas do filme Midnight Cowboy.
Quanto aos livros, L’immoralist de André Gide e Siddharta, de Herman Hesse.

Qual foi sua melhor viagem?
A New York. Durou 10 anos, e foi pouco tempo. Aquela cidade está em constante movimento e transformação, é  uma mistura de raças e culturas, e isso me fascina!

Se soubesse que é sua última refeição, o que comeria, acompanhada por quem, e o que ouviria?
Difícil...tentarei...peixe na folha de bananeira a grelha, folhas verdes, sobremesa de chocolate com nozes, castanhas, damascos, ao som das ondas do mar e um violão, acompanhada da lua , das estrelas,  uma fogueira, e os meus amores.