terça-feira, 2 de abril de 2013

Dia Mundial da Conscientização do Autismo


Hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas, em 18 de Dezembro de 2007. Em um dos evento de comemoração, há três anos, a ONU declarou que, segundo especialistas, acreditava-se que o autismo atingia cerca de 70 milhões de pessoas em todo mundo, afetando a interação e a comunicação.

A cor azul foi escolhida como símbolo para o autismo. Pois, a síndrome é mais comum em meninos, na proporção de quatro meninos para cada menina.E hoje o blog, traz uma dica literária, para quem quer saber um pouquinho sobre esse universo, muitas vezes desconhecido. O livro Mundo Singular - Entenda o Autismo, da Ana Beatriz Barbosa, em parceria com Mayara Bonifácio e Leandro Reveles.

Com informações sobre o autismo, aliadas a experiências de pacientes e suas famílias, é possível conhecer as particularidades dessas pessoas especiais. Descobrir histórias incríveis como a de Kim Peek que lia em média de oito livros por dia, ou de Stephen Wilshire e sua memória fotográfica.


O livro nos apresenta a reação das famílias ao descobrirem que seus filhos tem Autismo, os diferentes níveis das alterações. A obsessão de alguns pacientes sobre um determinado assunto. "Elas se divertem mais com objetos e animais e se interessam mais por eles do que por pessoas. Isso porque o objeto é algo concreto, de fácil entendimento; e os animais tem reações mais previsíveis, não apresentam tantas emoções e expressões faciais quanto os seres humanos, sendo mais fácil 'decifrá-los'"

E derruba alguns mitos, como o de que vivem isoladas em seu próprio mundo, na verdade, em vários casos as pessoas tem seus empregos normais, uma vida social ativa, e só depois de algum tempo descobre que tem autismo. E há também aspectos especiais para o caráter desses indivíduos: "As pessoas com autismo nunca vão fingir amor, nunca dirão palavras amorosas sem que elas signifiquem exatamente o que estão sentindo".

O autismo se manifesta antes dos três anos de idade, os pacientes demonstram um repertório de interesse restrito e repetitivo, e tendem a preferir a rotina, sem nada de novo. Mas a alteração pode proporcionar melhor atenção para os detalhes. "Esse funcionamento mental propicia um hiperfuncionamento em áreas específicas do cérebro, em detrimento de outras".