domingo, 24 de março de 2013

O Pequeno Filósofo



O Pequeno Filósofo de Gabriel Chalita, chama a atenção pelo visual, em tons de azul e ilustrações. Mas, também por sua semelhança com outra obra infantojuvenil, O Pequeno Principe, que ultrapassa o título e invade a obra.

Com o mesmo estilo de um menino que reensina um adulto a viver, e a prestar atenção a seus erros e aos seus sentimentos. Assim segue a história, mas agora esse pequeno é chamado de filósofo, por sua indagações e também simplicidade. "O banal tornou-se extraordinário naqueles olhos cheios de esperança".


As viagens do pequeno príncipe pelos mundos, com seus reis de aspectos únicos, com defeitos marcantes, é substituído pelas estações de trem. Com pessoas as vezes agitadas demais, em outras horas monótomas demais. 

Mas é injusto dizer que é um cópia do livro de Saint-Exupéry. Há elementos novos, como a Estação de Trem que o menino acompanha de longe vendo os encontros e as despedidas. "Na chegada, os abraços continuavam no caminhar acompanhado. Nas despedidas, o vazio fazia companhia a quem ficava".

Outra característica marcante do pequeno, é sempre responder os questionamentos com outros. "A pergunta é bonita por ser pergunta. A  reposta muitas vezes estraga a pergunta." 

Mas o final, apesar de cliquê, agradou. O adulto descobre que toda essa aventura com o pequeno, se justificava pela proximidade da morte. E depois da lição de moral recebida decide mudar seus hábitos com a família, com a vida. E sente sempre que o pequeno filósofo o acompanha.