segunda-feira, 25 de março de 2013

Longe da guerra e perto das telas



Quem consegue imaginar Winston Churchill, longe guerras e utilizando a pintura como hobby? É exatamente esse lado pouco conhecido do ex-primeiro ministro do Reino Unido, que o livro Pintar como Passatempo (1921) propõe.

Com a sagacidade conhecida de Churchill, ele tenta convencer dos benefícios dessa arte. "Quaisquer que sejam as preocupações do momento ou as ameaças do futuro, tão logo a pintura comece a fluir, não haverá mais espaço para elas na tela mental".

Ele descobriu esse prazer, em um domingo, com kit de arte para crianças. E a "Musa da Pintura" veio lhe salvar  da depressão. "Sofria de ansiedade extrema sem meios de aliviá-la".

Mas não pense que a guerra passava longe da pintura, ele as compara. "Pintar um quadro é como travar uma batalha... Há que fazer um mapeamento criterioso do espaço a ser preenchido além de reservar parte das tropas para o momento do ataque triunfal".

Churchill produziu 500 pinturas. Sob pseudônimo, submeteu suas obras a Royal Academy of Arts, e passou no teste, graças ao seu grande apuro técnico.

"Não vou fingir ser imparcial quanto às cores. Regozijo-me com os tons brilhantes, e tenho sincero dó pelos pobres amarronzados. Quando eu chegar no céu, pretendo passar uma parte considerável do meu primeiro milhão de anos pintando e, assim, ir ao fundo da questão. Mas nesse caso vou exigir uma paleta ainda mais alegre do que a que tenho aqui embaixo", trecho de Pintar como Passatempo, de Winston Churchill.