quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A intolerância à lactose na Idade da Pedra


Tem algo mais estranho e chato do que ser intolerante a lactose? Quem sofre desse mal, sabe o quanto é ruim. Mas a falta de lactase no organismo, não é uma problemática recente não!

Arqueólogos britânicos escavaram 34 potes de cerâmica, perto da cidade de Kuyavia, na Polônia, e o que mais os intrigou, é que as peças de 5500 a.C., tinham furos que não haviam surgido por danos, eram partes originais dela.

As cerâmicas foram levadas para a Universidade de Bristol e passaram por testes químicos. A equipe encontrou resíduos de proteína e gordura de leite, ou seja, eram queijeiras. E os buracos, como hoje, serviam para escorrer o soro do leite. 

Sendo assim, é possível afirmar que o queijo foi inventado antes da escrita, da roda e da fundição de metais, em plena Idade da Pedra, no Neolítico. Se ainda hoje ele é consumido, e até considerado alimento de luxo, na época foi questão de sobrevivência: sem refrigeração e pasteurização, o leite azeda em menos de um dia, mas o queijo pode durar meses.

Quando o queijo é produzido quase toda a lactose sai com o soro. Melanie Salque, responsável pelos testes da Universidade de Bristol, afirmou à BBC: “Estudos genéticos e simulações mostram que, naquela época, a maioria das pessoas era bastante intolerante à lactose”. Assim eles acabavam com a fome, e com o mal estar causado pela lactose.

Naquela época o queijo obtinha resultados diferentes conforme a estação que era feito, e foi daí que surgiu a diversidade do alimento, com 500 tipos reconhecidos pela Federação Internacional de Laticínios. 


Fonte: Revista Aventuras na História