domingo, 27 de janeiro de 2013

O pequeno grande príncipe!



O pequeno Príncipe de Saint-Exupéry é um dos poucos livros infantis que conquistam os adultos. E como isso é possível? Simples, além de possuir uma narrativa, tirada de um conto de fadas. Há também simbolismo e uma forte luta por valores fundamentais e universais, que muitas vezes são esquecidos pelas “pessoas grandes”, como diria o personagem Pequeno Príncipe.

Os sentimentos são passados ao leitor, por meio de personagens e suas atitudes. O pequenino demonstra a pureza, o amor e a esperança. Já a sábia raposa que lhe dá o famoso conselho: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, mostra a importância da amizade. “Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me”.

E quando o principezinho decide viajar pelos mundos, no primeiro deles, encontra o Rei, que acredita que todos são seus súditos, mas ensina sabiamente que só é possível cobrar dos outros, aquilo que eles podem oferecer. Os próximos “donos dos mundos” são o Bêbado, o Homem de Negócios, o Acendedor de Lampiões, o Geógrafo, o Astrônomo e o Vaidoso. Cada um deles possuem defeitos que facilmente poderiam ser detectados em pessoas do nosso cotidiano, para não dizer em nós mesmos.

Saint-Exupéry além de escritor era piloto, e a sua última tarefa foi recolher informação sobre os movimentos de tropas alemãs, em 31 de Julho de 1944. Sendo assim não conseguiu acompanhar o sucesso do seu livro, que se tonou um dos mais lidos no mundo. E foi assim que o autor conseguiu mexer com o poder da imaginação e, com a criança que há dentro dos adultos.