sábado, 5 de janeiro de 2013

Fotógrafa condenada pelas fotos eróticas da filha




A diretora francesa Eva Ionesco processou a mãe por tê-la feito posar para fotos eróticas, quando era criança. No mês passado, os defensores da filha e da mãe fotógrafa, Irina, se confrontaram em um tribunal de Paris. Eva pede uma indenização de 200 mil euros, ela afirma que a mãe a fez posar três vezes por semana durante quase dez anos, as sessões de fotografia duraram dos 4 aos 12 anos da diretora. “Ela me chantageava : se eu não fizesse isso, não ganharia vestidos bonitos”.

O juiz não aceitou os argumentos de Irina de que as fotos eram puramente artísticas e que a filha agia pelo ódio que tem da mãe. Ficou determinado que a fotógrafa indenizasse a filha em 10 mil euros e lhe entregasse todos os negativos contendo as imagens da filha quando criança.

Irina nasceu em Paris, mas foi abandonada aos 4 anos de idade e mandada para a Romênia, terra de seus pais. Lá, cresceu em um circo, e atuou como encantadora de cobras, dançarina e assistente de atirador de facas.

Quando fez 15 anos, ela voltou para a França, e mais tarde deu início à carreira de fotógrafa autodidata. A fama chegou em 1975, com a exposição Eva – Eloge de MaFille (Elogio à minha filha), Eva tinha então, 10 anos. Em 1976, a menina apareceu na Playboy italiana e depois na Penthouse francesa. No ano seguinte, uma foto em que ela está nua e sentada de pernas entreabertas estampou a capa da Der Spiegel. Nela, lia-se “Lolitas em promoção: as crianças no mercado do sexo”.

Ainda em 1977, Irina perdeu a guarda da filha. Sem parentes na França, a menina morou em alguns abrigos até que fosse acolhida pelos pais do seu então melhor amigo na escola.

Fonte: Revista Veja