segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A culpa é das estrelas!




A Culpa é das Estrelas de John Green, o escritor norte-americano querido pelo público jovem e pela crítica, traz na capa um elogio do autor do livro A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak, e só por esse detalhe já sobe alguns pontos em meu conceito, e ele estava certo ao escrever: “Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais”. O romance conta a história de um amor entre adolescentes, Hazel Grace e Augustus Waters, mas com problemáticas adultas. Câncer e morte.

Hazel, de dezesseis anos, seguia sua vida com seu inseparável cilindro de oxigênio, graças ao câncer de tireoide com metástase nos pulmões. E em um Grupo de Apoio, que ela odiava ir, encontrou Augustus, um belo menino de dezessete anos, que adora metáforas e possuia um lindo sorriso torto. O osteossarcoma (tumor maligno nos ossos) o levou uma das pernas, mas estava em remissão há mais de um ano. E apesar das diferenças, até intelectuais, eles se apaixonam.



Algo que me encanta na literatura, é o poder que ela tem de criar um mundo com aspectos que só existe lá. É o que acontece no livro de Marçal Aquino, Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, é o que acontece também no romance de John Green. O autor “cria” o livro Uma aflição imperial, e com ele seu também ficcional autor Peter van Houten, a leitura preferida de Hazel. “E aí tem livros como Uma Aflição Imperial, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição”. E Green também inventa um remédio experimental para o câncer, o Falanxifor. "Essa doença e seu tratamento são comentados ficticiamente neste livro. Por exemplo, o Falanxifor não existe. Eu o inventei , porque gostaria que existisse."


Mas o livro sofre uma reviravolta, depois de três dias juntos em Amsterdã, quando Hazel acreditava que era uma granada, e que a qualquer hora, poderia explodir nas mãos de seu Gus, ela descobre que era ele que estava morrendo. “Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso”.

Isaac, amigo do casal, tinha uma promessa de amor verdadeiro com sua namorada, e ela era traduzida pela palavra SEMPRE, mas Hazel e Gus escolheram outra: OK. E seguiram até o final com a promessa.