sábado, 15 de dezembro de 2012

CONTA MAIS!


Hoje no CONTA MAIS! temos uma entrevista com o fotojornalista Franklin de Freitas, 29. 

Ele entrou em 2000 no Jornal do Estado como auxiliar administrativo, mas logo despertou interesse pelo laboratório fotográfico e pela profissão.

Franklin traz um pouco sobre o dia-a-dia de um fotojornalista, seu lado positivo e o negativo. E junto com o bate-papo, você também pode acompanhar suas belas fotos.



Como funciona a formação para um fotojornalista? 
A formação de  um fotojornalista não se dá somente na faculdade, porém a  formação é muito importante para a  colocação no mercado de  trabalho. Me formei em jornalismo em 2006 e  hoje vejo a  importância do diploma.




Você já trabalhou com as outras áreas do jornalismo? 
Já sim. Fui jornalista responsável da  Revista Gourmet Curitiba, fui diagramador, editei vídeos, escrevi matérias, atualizei sites e já atuei em assessoria de  imprensa. Todos esses trabalhos em paralelo com o Jornal do Estado.

Como é o equilíbrio entre o trabalho e a arte na sua profissão?
Tenho alguns projetos em mente. A  arte sempre foi presente na fotografia. A atuação de  um fotojornalista em uma notícia na maioria das vezes é muito rápida, logo a arte perde um pouco de espaço pelo pouco tempo de criação. Como exemplo em conflitos já fiz foto com repercussão nacional que foi um clique e pronto, nada mais.Por outro lado existem pautas ou notícias em que podemos utilizar a  cultura de  um modo geral. Seja no enquadramento, nas cores, na luz e  no ponto principal da fotografia.



Qual das suas fotos é a mais significativa para você? Por quê?
Pergunta difícil. Um repórter fotográfico se apega muito em suas fotos. Tenho algumas que significam muito. Uma delas foi um incêndio que fui cobrir no Barreirinha. Os bombeiros estavam combatendo as  chamas , e eu entrei em uma parte que o incêndio tinha destruído praticamente tudo e  não existia mais fogo. O tenente responsável pela ocorrência falou.  “Saia daí que tem risco de  desabamento.” Foram dois passos para trás e  o telhado desabou. Desse dia para cá analiso muito a  situação para ver se realmente vale a  pena correr o risco. Mas gostei da  foto desse dia.


Quais foram os prêmios que você já recebeu com suas fotografias?
Ganhei o Sangue Novo de Jornalismo quando ainda estava estudando. Recentemente venci o prêmio Sangue Bom de  Jornalismo.



Qual é o ponto negativo e o ponto positivo da sua profissão?
Ponto negativo: São as situações imprevisíveis nunca posso marcar nada com antecedência. Sempre pode acontecer algo e eu tenho que estar a  disposição. O positivo é fácil, a  fotografia me encanta, me faz chorar, me faz sorrir e  me faz viver a  plenitude de  que a  vida é muito curta e  temos que viver intensamente.

Como você lida emocionalmente com as tragédias que precisa fotografar?
No início passei por momentos difíceis. Hoje também passo e  me emociono quando me deparo com algumas situações. Mas com certeza estou muito mais preparado psicologicamente pelas inúmeras ocorrências que já passei.

Quais são os fotógrafos que você utiliza como referência em sua fotografia?
Nenhum. Eu procuro ler bastante sobre tudo que acontece não só na fotografia, mas tudo que está acontecendo no mundo. Minha referência é DEUS. Sempre agradeço e peço saúde para continuar meu trabalho.



Qual é seu sonho dentro da profissão?
Me sinto realizado atuando aqui em Curitiba mesmo. Mas vamos lá. Ainda fotografo Brasil x Argentina pela Copa do Mundo...

Se precisasse escolher outra opção de profissão para seguir, qual seria?
Educação Física. Jogo futebol e  cuido do preparo físico. Em algumas pautas o preparo é essencial.

O que você tem de estranho ao seu modo? 
Os momentos que a  fotografia proporciona. Os bairros, ruas, praças e  muitos outros locais da cidade funcionam como uma TIMELINE na minha cabeça. Quando estou passando de carro ou a pé me vem na mente a lembrança do que aconteceu naquele local. Incêndio, homicídio, acidente grave, sequestro, etc.



Se você soubesse que era sua última refeição, o que comeria? Qual música escutaria?
Pizza. Flor, Jorge & Mateus

Qual é a sua opinião sobre o campo de trabalho do fotojornalismo em Curitiba? Já pensou em mudar de cidade pelo trabalho?
O mercado de trabalho já foi melhor. Hoje temos poucos veículos de comunicação com repórteres fotográficos. Nunca pensei em sair de  Curitiba, pois a  fotografia tem várias áreas de  atuação. Também fotografo casamentos, aniversários e eventos em geral. Mas o que me dá liberdade é o jornalismo.

Indique um filme e um livro para os leitores do blog.
The bang bang clube o filme, depois o livro.