segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

50 anos de Cássia Eller




Hoje (10) a cantora Cássia Eller completaria 50 anos. Mas nem a morte conseguiu apagar sua curta, porém, significativa passagem pela música brasileira. Suas canções tem repercussão até os dias atuais.

Nasceu no Rio de Janeiro, seu interesse por música começou desde os 14 anos, quando ganhou um violão de presente. Aos 18 anos chegou a Brasília, cantou em coral e até se apresentou como cantora de um grupo de forró, trabalhou em vários bares. Foi para Minas Gerais e trabalhou como servente de pedreiro.

Só cresceu no mundo artístico em 1989, ajudada por seu tio que gravou uma fita demo com a canção Por enquanto, de Renato Russo. A fita foi levada à gravadora PolyGram e assim Cássia fechou contrato.

Ela assumiu a postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três canções, entre elas Lullaby em parceria com Márcio Faraco. Era homossexual e morava com a parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco. Teve seu filho com o baixista Tavinho Fialho que faleceu em um acidente automobilístico meses antes do nascimento de Francisco. Maria ficou responsável pela criação do filho de Cássia após sua morte.

Cássia Eller faleceu em 29 de dezembro de 2001, com apenas 39 anos, no auge de sua carreira, em razão de um infarto do miocárdio repentino. Foi levantada a hipótese de overdose de drogas, porém foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro após autópsia. 

Fez pareceria e amizade com o cantor e compositor Nando Reis, e trago suas palavras de um artigo do Estadão, do ano passado. 

“Nos tornamos amigos, muitos anos depois do nosso primeiro encontro, quando identicamente detestamos ter que falar um com o outro, estranhos que éramos por natureza e por delimitação protetora do perímetro de nosso íntimo sítio. Ela disse 'oi', ouviu as músicas que eu queria mostrar, e depois… "tchau". Foi-se embora na hora certa que só o jeito de quem não sabe como se despedir vai embora pra não sumir jamais.”

“Aqui digo e divido o que sinto sobre sua importância: minha admiração, minha paixão, minha dependência, minha síndrome de abstinência, minha vaidade, minha timidez, minha limitação descomunal exibida e revertida na grandeza de sua voz-tamanha. E que eu, como um comum, ouso e digo por nós.”

E assim, resumido, dar nessa data os "parabéns!, de quem aprendeu que um 'tchau' pode ser o 'oi' eterno." Com saudades.”