terça-feira, 27 de novembro de 2012

Após 70 anos, cartas de amor da época nazista, chegam ao seu destino

                               Marcel Heuzé, um dos filhos do casal, nascido depois da guerra, com as cartas de amor.




Entre 1942 e 1944, Marcel Heuzé foi um dos franceses enviados a Alemanha, para participar de trabalhos forçados para os nazistas. Houve o recrutamento de mais de 600 mil trabalhadores para compensar a perda dos alemães enviados à Segunda Guerra Mundial.

Isolado no campo de Marienfelde, região sudoeste de Berlim, permaneceu longe de sua mulher e de suas três filhas, a única maneira de se comunicar com elas era pelo envio de cartas, mesmo que algumas correspondências fossem censuradas. Algumas cartas chegaram ao seu destino, outras não, mas nenhuma delas foi destruída.

Cerca de 70 anos depois, a desenhista Carolyn Porter encontrou algumas cartas velhas em francês, em uma tenda de antiguidades alemã, intrigada as comprou, contratou um tradutor, e descobriu no material, declarações de um trabalhador à sua mulher e família. “Era lindo. Quanto terminei, queria apenas saber se Marcel havia sobrevivido. Se havia regressado a sua casa para sua esposa e filhas”, contou Porter.

Curiosa com a história de Heuzé investigou o caso e com a ajuda de uma genealogista, e descobriu que o trabalhador havia conseguido reencontrar sua família, mas morreu em 1992 e sua esposa, René, em 2005. Carolyn conseguiu o contato da família, e entregou em outubro desse ano as cartas de amor aos filhos do casal.