quinta-feira, 20 de setembro de 2012

CONTA MAIS!



Jornalista profissional diplomado, professor universitário e produtor editorial,Tomás Eon Barreiros é extramente inteligente, sedento por conhecimento, bem humorado e, um tanto quanto irônico. 

Casado com Yvana Savedra de Andrade Barreiros e, pai de Tomás YvanFoi registrado como Eon e mais tarde acrescentou, judicialmente, o Tomás. 
Adora livros e cinema, mas não dispensa filmes para assistir em casa. Tem 18 anos e, uma experiência de 32 anos nessa idade. 

No próximo sábado (22), o professor deixa de lado o jornalismo e atua na estreia da peça “TRANSFORMAS”. Ficou curioso para saber mais sobre o Tomás, então acompanhe a entrevista abaixo!



Qual é sua melhor qualidade e seu pior defeito?
Minha melhor qualidade é conhecer meu pior defeito, e meu pior defeito é não saber qual é minha melhor qualidade, se é que existe.


Como começou seu interesse pelo jornalismo? Em qual ano se formou?
Começou de surpresa. Fui visitar um jornal em um trabalho “político” e descobri que havia faculdade de Jornalismo. Formei-me em 1996.


Qual é sua referência no jornalismo? E na vida?
No jornalismo, a turma do New Journalism: Gay Talese, Tom Wolfe, Truman Capote etc. Na vida, pessoas cujas histórias talvez eu só conheça no aspecto idealizado que me chegou. Nelson Mandela e Madre Teresa de Calcutá estão entre elas.

Qual é o maior equívoco que os estudantes de jornalismo cometem a respeito da profissão?
Perder o entusiasmo pela profissão.

O que gostaria de fazer que ainda não fez?
Aproximadamente 1.497.382.799 coisas. Tem que citar algumas? Então, lá vão... Ler todos os livros que estão na minha estante. Escrever todos os livros que já planejei. Conhecer todos os países do mundo. Terminar meu doutorado. Fazer pós-doutorado na Sorbonne. Cursar Psicologia. Ganhar o Oscar. Ganhar o Nobel. Transar com a Gisele e a Angelina (juntas ou separadas, tanto faz). Bem, não tem espaço para as outras 1.497.382.790...


Qual a sua viagem predileta?
Das que já fiz, Paris. Das que ainda farei, a próxima.

Pai e filho no Costão do Santinho, em Florianópolis, numa trilha no morro das Aranhas.
Fale um pouco sobre sua peça “TRANSFORMAS”, que estreia no próximo dia 22. 
O TEP é um grupo baseado no psicodrama de Jacob Levi Moreno. Prepara uma performance anual, apresentada num “happening” que se configura mais ou menos como uma sessão pública de psicodrama. É um trabalho diferente e muito, muito bacana – quem vai sempre gosta (ou então mente muito bem). As performances são feitas para provocar no público a reflexão sobre algum tema polêmico e atual. No ano passado, foi o poliamor (possibilidade de alguém amar simultaneamente mais de uma pessoa). Neste ano, transformações a que todos estamos sujeitos ao longo da vida. Passa por subtemas como, morte, violência, dominação masculina, desejo de juventude perpétua... O público certamente vai se identificar. E se emocionar. E rir, também.

Ensaio da peça Transformas, Tomás Barreiros,Vania Leda e Henrique Stumm.

Como começou seu interesse em atuar no teatro? O que essa arte significa para você?
Desde que nasci, faço teatro – descobri depois, e então resolvi subir aos palcos. Fiz curso no Lala Schneider, atuei em peças de vários gêneros (infantil, drama, comédia). Parei, voltei no ano passado quando fui convidado a integrar o grupo Teatro Espontâneo Processual (TEP). Para mim, o teatro significa humanização, crescimento como ser humano.


O que Deus e Religião significam para você?
Gramaticalmente falando, um substantivo próprio e um substantivo comum.

Se o Tomás pudesse nascer em outro tempo, qual seria?
No segundo seguinte à minha morte.

Tomás ao lado de sua esposa Yvana Savedra.

Se você pudesse ter um poder de super-heróis, qual escolheria?
Voar, sem dúvida. Opa, peraí... Ficar invisível... Será? Acho que um ou outro, dependendo da ocasião.

Se encontrasse um gênio da lâmpada e pudesse realizar três desejos, quais seriam?
O primeiro: “quero que você atenda a todos os meus desejos até o resto da vida”. Os outros dois, eu dispensaria.

O que você tem de estranho ao seu modo? 
Como sempre tive fama de doido, anormal, fora do comum e quetais, acho que é melhor fazer a pergunta contrária: o que eu não tenho de estranho? Humm.... humm.... tá difícil....Mas seguem algumas “estranhices”.Mania: de estudar (já fiz ou faço Medicina, Direito, Odontologia, Jornalismo, especialização, mestrado, doutorado, alguns outros cursos livres exóticos e outros “normais”...). Outra: de vez em quando, tiro o dia para ir ao cinema e vejo três ou quatro filmes em seguida. História curiosa: já peguei muita carona de avião, inclusive abordando pilotos na beira da pista. Mais uma: escolhi meu próprio nome. Não nasci Tomás, não fui registrado com esse nome (judicialmente, inclusive).

Dê um conselho para os futuros jornalistas.
Vão assistir à peça “Transformas” no Teatro da Falec, dias 22/09 e/ou 23/09. Mas tem que confirmar presença antes pelo e-mail cidadaodomundo@gmail.com, pois só entram convidados cujos nomes estiverem na lista de presença na bilheteria.
OK, não era isso que você queria, né? Então, a de sempre: leiam, leiam, leiam... E continuem sonhando em mudar o mundo – eu continuo, e garanto que a gente consegue!

Caricatura do Tomás feita por Allan George.


O que comeria na sua última refeição? Quem prepararia a comida? O que escutaria para acompanhar a refeição?
a)O que me fosse servido, desde que tivesse fome e/ou vontade.
b)Provavelmente, o/a cozinheiro/a do restaurante onde eu estivesse.
c)O barulho do restaurante.
Para entender melhor as respostas, ouça a música “Canto para minha morte”, de Raul Seixas.


Segue abaixo o vídeo citado pelo professor!