quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A Curitiba que a gente quer!



Aconteceu na última terça-feira (04) a terceira edição do Papo Universitário desse ano. Mediados pelo jornalista da Gazeta do Povo Luigi Poniwass, os convidados discutiram sobre o tema “A Curitiba que a gente quer!”. Estavam presentes, o proprietário do O Torto Bar, Arlindo Ventura, mais conhecido como Magrão, a Responsável Técnica pelo projeto Curitiba 2030, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) Fabiana Campos Skrobot, o jornalista da Gazeta do Povo e também dono do blog Ir e Vir de Bicicleta, Alexandre Costa Nascimento.Os principais pontos discutidos no evento foram: mobilidade urbana, responsabilidade no uso do espaço público e Curitiba Criativa.


No quesito mobilidade urbana, foi bastante questionada pelo Alexandre Nascimento, a usabilidade das ciclofaixas, vias demarcadas para circulação exclusiva de bicicletas nos fins de semana. “As ciclofaixas deveriam ligar parques, ou possuir algum outro trajeto funcional, como acontece em São Paulo. Mas aqui em Curitiba não é assim que funciona, ela liga o centro ao centro, e como as pessoas chegam até lá?”. 


Fabiane comenta que foi feito um estudo sobre as Forças e Fraquezas da cidade, para o projeto Curitiba 2030 e, o crescimento de números de automóveis foi colocado como ponto fraco. E pensando nisso ela indica o blog Carona Solidária, um portal que visa auxiliar na redução do trânsito de veículos e melhorar a qualidade do ar das grandes cidades, o portal também possibilita que usuários cadastrados ofereçam e peçam caronas.

Sobre uso do espaço público Alexandre acrescenta: “Não é público porque não é de ninguém, é público porque é de todos nós”. Magrão acredita que para construir uma cidade mais limpa e sustentável é preciso que cada um faça a sua parte. “Não depende apenas do poder público nós podemos fazer a nossa parte. Por exemplo, eu tinha dois carros, me desfiz de um deles e ainda coloquei o volante de um automóvel na bike”. Arlindo acrescenta também que não sai de seu estabelecimento sem limpar a rua, e acredita que todos os comerciantes poderiam fazer o mesmo.

Quanto ao assunto, Curitiba Criativa, Fabiana comenta: “Não é necessário que Curitiba tenha um grande espaço que esteja aberto para vários tipos de cultura, precisamos apenas de um espaço propício, para começar pequeno e depois ir mais longe”. E ainda acrescenta: “Nós todos sabemos o que queremos para a cidade, mas é preciso pensar no que não queremos, porque às vezes o não tem mais poder”.