sábado, 21 de julho de 2012

CONTA MAIS!


Blogueiro, Pintor, futuro jornalista  e agora escritor, hoje quem CONTA MAIS é o Márcio Carvalho Jardim, de 33 anos. Controverso, como ele mesmo se define, Márcio acompanhado de seu bordão "Fabulous" causa polêmica e admiração por onde passa. E no dia 23 deste mês estréia seu livro Tô indo para a Itália, com textos de seu blog. Acompanhe a nossa conversa e saiba mais!


Conte um pouco sobre você, sua família e amigos.

A base da minha história é minha mãe, que ensinou aos filhos que nada na vida vem fácil. Lutamos para conseguir tudo o que temos e nos orgulhamos disso. Minha trajetória é de muito estudo, trabalho e dedicação, o que me faz valorizar tudo o que eu tenho. Tenho duas irmãs, que são do mesmo modo: lutam pelo o que querem e não esperam que o mundo lhes ofereça flores. Amigos são poucos, mas verdadeiros, o que é essencial para minha vida. 


Por que decidiu cursar jornalismo?

Um dos maiores privilégios do ser humano: se comunicar de todas as formas possíveis e inimagináveis. E o jornalismo é a base para um ramo que pode tomar diversas direções. 


Como surgiu a ideia de criar o blog To indo para a Itália? Como foi a aceitação?

Quando fui para a Espanha, montei uma pasta com todas as dicas, informações, dados, etc, que eu pudesse precisar durante a viagem. O medo de perder aquele material era maior que esquecer minha mala. Quando resolvi ir para a Itália, montei um blog onde eu inserisse as informações e acessasse de qualquer lugar do mundo. E assim nasceu o www.toindoparaaitalia.blogspot.com.br Ele possui três divisões básicas: as pesquisas sobre as cidades que eu visitei; a construção do meu roteiro final de 27 dias; os relatos de todos os dias da minha viagem. Foi algo que me trouxe muita felicidade e paixão. Atualmente, mesmo com outros projetos, ainda tenho uma visitação diária de 1.700 a 2.000 pessoas. 


Há algum projeto de criação de um novo blog?

Já está em andamento: o www.toindoparaafranca.blogspot.com.br Meu próximo projeto é a França e o novo  blog começa a seguir os mesmos passos que o da Itália. 


E o livro que será lançado neste mês, possui textos extraídos do blog? A iniciativa foi sua ou de alguma editora?

O livro era um sonho antigo. Sou apaixonado por viajar e adoro escrever. A fusão dos dois foi fantástica para mim. Para fazer o livro, realizei todo o trabalho sozinho: textos, diagramação, tratamento de imagens, etc. São 224 páginas com centenas de informações para quem quiser viajar para a Itália, principalmente para quem nunca foi para o exterior. Escrevi algo que eu gostaria de encontrar antes de viajar. Recebi duas ofertas para publicar, mas com uma condição: eu deveria excluir o blog para melhor comercialização. Não poderia fazer isso jamais! Ele fez parte da minha vida como de muitas pessoas. Como não entrei em nenhum consenso com ambas, eu mesmo produzi o livro. Para saber como foi a elaboração, preço, etc, é só acessar o link do livro: http://toindoparaaitalia.blogspot.com.br/2012/07/lancamento-livro-do-blog.html e ele será somente comercializado pelo blog.

Qual é sua viagem predileta?

Você poderá me questionar em todos os anos da vida sobre qual é a minha viagem preferida. E sempre responderei: a próxima que eu vou fazer... Minhas ações e realizações prediletas estão sempre no futuro. 


Se tivesse o poder de mudar algo no mundo o que mudaria?

Nada! Acredito no total equilíbrio do mundo. Quando essa força é distorcida, algo acontece para consertar os desníveis. A história do homem na Terra é ínfima se fizermos uma comparação com a idade do mundo. Não somos nada. Se o homem fizer algo ruim – e já faz muito – um dia sofrerá as consequências por interromper o equilíbrio. Porque somos apenas mais uma espécie que habita o mundo... por enquanto. 


Quais são suas referências na pintura e também na vida?

Na pintura, eu tenho ídolos: Michelangelo, Caravaggio e Modigliani. Sempre estudo suas obras. Agora, em minha vida, qualquer pessoa com conhecimento. A inteligência me excita. 


Indique um livro e um filme para os leitores do blog.

Sou apaixonado por todos os filmes do Pedro Almodóvar. Em especial – inclusive é o meu filme predileto – Tudo sobre minha mãe. A história é completa do início ao fim e toda a complexidade psicológica e comportamental torna-se simples fatos cotidianos. Os absurdos que ocorrem nas histórias de Almodóvar são simplesmente o retrato da vida que passa e não enxergamos. O seu último trabalho – A pele que eu habito – é a prova máxima do que ele pode fazer. Fui ao cinema duas vezes para ver o filme e a todo o momento você descobre algo inovador, passando do grotesco ao delicado em milionésimos de segundos. Quanto a livros, eu tenho uma particularidade um pouco sombria: sou apaixonado por livros de Serial Killers, pois uma das dádivas mais sublimes do ser humano é a inteligência e os assassinos em série são fantásticos nesse quesito. O meu livro preferido do gênero é O Silêncio dos Inocentes, que consegue a proeza de ser melhor do que o filme – o que já é um trabalho dificílimo. 

Como a arte da pintura chegou até você? Conte um pouco sobre as suas exposições e sobre o que é a pintura para você.

Acredito que todas as pessoas devem possuir um momento para fazer algo que elas gostam. O meu momento é segunda-feira pela manhã. Todos sabem o que faço nesse período: eu me dedico à pintura. Mas não somente a ela e sim ao “Márcio” como pessoa, como ser humano. É o momento para reflexões sobre minha vida, meus planos, minhas ações... O que eu ainda quero fazer e como eu devo fazer. E, enquanto todas essas questões passam e são resolvidas na minha mente, os quadros são produzidos. A pintura chegou cedo à minha história e, desde pequeno, eu já desenhava sem parar. E depois de todos esses anos e com dezenas de exposições, posso afirmar que é uma das minhas grandes paixões. Não consigo ficar sem o cheiro da tinta, dos óleos, dos esboços na tela em branco... É o ponto que mais me fascina: transformar algo totalmente sem nada, em uma imagem. Já pintei vários temas: natureza morta, marinha, paisagem, flores, etc. e agora minha fixação é figurativo humano. Minha última exposição foi sobre as Deusas Africanas, onde reproduzi 25 negras com turbantes coloridos. Ficaram seis meses expostas em diversos lugares. Atualmente, minha dedicação exclusiva é para retratos de crianças de diversas partes do mundo, tema da minha próxima exposição.